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Pegada Ambiental

2011 - 2014

Após alguns anos de investimentos e de formação humana, o Governo do Estado do Rio de Janeiro pretendeu analisar os impactos das práticas educativas formais desenvolvidas na área da Educação Ambiental, com vistas a integrá-las às diretrizes governamentais e às políticas públicas federais e estaduais e a promover maior organicidade das ações desenvolvidas no âmbito da Coordenação Estadual de Educação Ambiental e Saúde (CEEAS) da Secretaria de Estado de Educação  - CEEAS/SEEDUC/RJ. Em atendimento à demanda da CEEAS/SEEDUC/RJ e em cooperação técnico-científica, o Núcleo de Referência em Educação Ambiental da Faculdade de Educação da UERJ desenvolveu o Projeto Pegada Ambiental, no período de 2011 a 2015, sob a coordenação das professoras Elza Neffa e Deise Keller e financiado pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ). Este projeto identificou e catalogou as ações de Educação Ambiental dinamizadas nas escolas estaduais públicas de estado do Rio de Janeiro, com vistas a contribuir para a formulação de políticas públicas e para o enraizamento de práticas pedagógicas nos espaços escolares da rede de ensino estadual e junto às comunidades escolares dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, ou seja, junto a 1.773 profissionais da educação (1121 diretores e 652 professores) consultados por meio de questionários on line, de visitas técnicas realizadas in locu nas unidades de ensino estaduais e de depoimentos e registros.

A interpretação da Educação Ambiental como campo social, resgatada de Bourdieu (2001, 2004), possibilitou identificar as motivações, os interesses, os valores que inspiram a diversa constituição da Educação Ambiental, no caso, as tendências político-pedagógicas – emancipatória (crítica) e conservadora (comportamentalista, ambientalista e biologicista, tecnicista) que expressam lugares sociopolíticos e desejos de conservação ou de transformação social.

O projeto detectou as percepções relacionadas às práticas de educação ambiental dinamizadas nas escolas e, para isso, alinhamos as abordagens - Conservadora e Emancipatória - a uma visão de Sustentabilidade que considerasse as dimensões relacionadas aos saberes, à cultura, à espiritualidade, à política, à comunicação, à ecologia, ao social, à ética, à economia,  à ciência, à tecnologia e à saúde, e elencamos doze pressupostos para cada abordagem.

Apostamos em um trabalho cartográfico por conta da sua característica dinâmica, em que as fronteiras entre sujeito e objeto pesquisado são fluidificadas e há modificação nesses elementos conforme a pesquisa vai sendo realizada.    

As práticas relacionadas aos campos temáticos - resíduos sólidos, agroecologia, sistemas florestais, práticas produtivas, saneamento, turismo e consumo foram identificadas através do método survey social e analisadas de forma a evidenciar se as atividades de EA são consideradas inovadoras, potencialmente inovadoras e/ou comumente utilizadas e como se alinham às concepções de Educação Ambiental Emancipatória e Conservadora.

Das análises resultaram o mapa georeferenciado do estado do Rio de Janeiro, a exposição de imagens fotográficas, o vídeo Trilhas para a sustentabilidade nas escolas do estado do Rio de Janeiro, o catálogo Saberes e práticas de educação ambiental da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, o Manual de Orientações Pedagógicas Socioambientais, sob o título de Educação Ambiental: reflexões político-pedagógicas, de profissionais com atuação multidisciplinar, também produzido em Design Digital.

 

A pesquisa demonstrou que o ideário de uma Sustentabilidade, sobretudo Forte, marcada por uma concepção Emancipatória, é incipiente nas práticas dos educadores do estado do Rio de Janeiro, ainda que muitos afirmem desenvolver práticas inovadoras. Tal constatação resultou do cruzamento das informações referentes à percepção do educador sobre sua prática e o que a sua prática evidencia sobre suas concepções. Além disso, os dados sobre a inserção dos docentes nos processos de educação continuada, em especial, nas instrumentalizações para implementação de Agendas 21 confirmam essa contradição, pois dentre as 652 escolas que apresentaram práticas  de educação ambiental somente um terço impulsiona programas de implementação de agendas socioambientais e, muitas vezes, sem conseguir concretizá-los por motivos variados.

Há lacunas no processo formativo que precisam ser analisadas e preenchidas, pois a existência de muitos projetos, com distintas linguagens, por si só, não garante que os educadores tenham internalizado as metodologias socializadas nas instrumentalizações que pensam a educação ambiental a partir de uma perspectiva político-pedagógica crítica. Cumpre salientar que as análises apresentadas nessa pesquisa dão alguns indícios sobre as formulações teórico-práticas dos processos formativos, mas não podem ser consideradas como um retrato absoluto da realidade, tendo em vista a complexidade dos elementos envolvidos na construção dialetizante da práxis  dos educadores. Com essas reflexões, esperamos estar contribuindo para elucidar caminhos norteadores de políticas públicas de educação ambiental que ampliem a cultura da sustentabilidade na linha, inclusive, da construção de Espaços Educadores Sustentáveis.

PRODUÇÕES

Apresentação do Projeto Pegada Ambiental - Cerimônia de encerramento Dez/2016

Livros

 

 

 

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