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A Coordenação de Educação Ambiental e Saúde (CEAS), na esfera da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ), no bojo de suas atribuições institucionais e em parceria com o Núcleo de Referência em Educação Ambiental da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NUREDAM/EDU/UERJ), apresenta o livro Educação Ambiental: reflexões político-pedagógicas, organizado por Elza Neffa, Deise Keller Cavalcante e Maristela Barenco de Mello, publicado pela Editora MRA2, em 2014,  com o objetivo de apontar algumas pistas e propostas para a construção de um espaço educador sustentável.

Por escapar à lógica dos manuais, dos métodos ou mesmo das metodologias que engendram e apontam finalidades estabelecidas previamente, com suas formas de pensar e fazer, este livro se apresenta em forma de artigos reflexivos, de autores de diferentes lugares epistêmicos dentro do universo educacional, que refletem suas experiências e práticas cotidianas, configurando uma multiplicidade de ideais e perspectivas, tal como se apresenta a sustentabilidade como ideário. Nessa perspectiva, a educação ambiental é entendida não como o conhecimento que se ocupa somente com a natureza, como especialidade de alguns ou subtema da Educação, mas como uma epistemologia de relações e de nexos, uma forma de pensar o conhecimento, complexa, não disjuntiva, transdisciplinar. Por isso, os autores reunidos aqui não são especialistas em educação ambiental, mas são, sobretudo, pensadores da Educação. Ao pensarem, questionarem e problematizarem o universo da Educação, de forma paradigmática, tecem propostas educacionais e socioambientais, a um só tempo, na pretensão de contribuir para a formação de atores sociais capazes de fazer uma leitura crítica da realidade e de buscar concretas formas de atuar sobre os problemas socioambientais locais. Esses processos formativos requerem a adoção de novos conceitos sobre os padrões de relação da sociedade com a natureza, assim como, a internalização de uma nova sensibilidade que oriente os saberes e as ações realizadas pelos seres humanos em prol da construção de sociedades sustentáveis.

Pensar os currículos em redes; comprometer-se com uma formação continuada; empenhar-se numa gestão democrática da escola; comprometer-se com uma agenda crítica contra-hegemônica e lutar contra a cristalização do senso comum; afirmar o trabalho como eixo de um protagonismo socioambiental; pensar a educação ambiental como uma ética-estética amorosa da existência; criar um sistema de gestão socioambiental e socioecológico guardião; propor espaços sustentáveis através de ecotécnicas; pensar criticamente as ecotécnicas...  Tais cenários propostos no livro são desafiantes, pois exigem das Políticas de Educação, da Educação e dos Educadores uma reflexão crítica permanente em relação aos seus pressupostos e princípios epistemológicos, teórico-práticos, metodológicos, além de coragem de ocupar outros e diversos lugares epistêmicos, de desbravar outros modelos de sociedade, existentes e por construir, com seus desafios correspondentes. Exigem ainda um esforço de alinhar outras premissas, lógicas, lugares e percursos de pensamento com diferentes discursos e práticas educacionais, de forma que a Educação caminhe mais na perspectiva de uma interrupção do modelo de sociedade que está sendo dado hegemonicamente, do que na sua manutenção e continuidade. 

Referência bibliográfica

NEFFA, Elza; CAVALCANTE, Deise Keller; MELLO, Maristela Barenco de. Educação Ambiental: reflexões político-pedagógicas. Rio de Janeiro: MRA2, 2014.

Núcleo de Referência em Educação Ambiental

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