Slide 1

Atualizações Recentes

Nuredam/UERJ

Busca

A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | P | Q | R | S | T | U | V | Z | Referências

Caritas e ágape - caridade e solidariedade. Refeição entre os primitivos cristãos, amigos.

Ciclos ecológicos – fluxos de matérias e energia em sistemas abertos e fechados, vitais para a reprodução da vida e da sociedade. (LOUREIRO, 2012) 

Cidadania – condição do sujeito que possui direitos e deveres diante do Estado e perante o outro, participando politicamente das instâncias decisórias sobre os rumos da sociedade onde vive e atua. A cidadania não é outorgada pelo Estado, mas conquistada e exercitada em um processo que inverte o papel tradicional do sujeito na sociedade, de agente passivo das políticas públicas para ator central do processo de construção das condições para o desenvolvimento socioeconômico e cultural. É na organização para transformar as estruturas sociais que estão na base dos acontecimentos políticos, nas condições materiais de existência a que são submetidos e na violência com que são reprimidos nas relações de trabalho que os atores sociais constroem sua identidade política e atuam para promover o desenvolvimento local e relações humanas de qualidade, fundamentadas no respeito aos valores de todos os envolvidos no processo dinâmico de conexão dos saberes científicos aos saberes da ação (baseados em experiência e espiritualidade). (NEFFA & RITTO, 2009)

remete à existência do indivíduo em sociedade, segundo normas estabelecidas no âmbito do Estado e em cada país. Cidadão é aquele que possui direitos reconhecidos e garantidos pelo Estado, responsabilidades pessoais e perante o outro, e que atua politicamente na definição dos rumos que se quer para a vida social. (LOUREIRO, 2012)

Complexidade - A etimologia da palavra complexidade vem de complexus que significa "o que tece em conjunto" e deriva do latim plecto, plexi, complector, plexus, que significa tecido, trançado, enroscado, enlaçado, correspondendo ao verbo complexere: "abraçar". Nos dizeres de Edgar Morin, sociólogo francês contemporâneo, o pensamento complexo é um pensamento que pratica o abraço e se prolonga na ética da solidariedade. Esse pensamento parte da simplificação, do pensamento unidimensional, e indica que tudo se liga a tudo numa rede relacional e interdependente. Nessa concepção, o ser humano é percebido como um cosmo que incorpora a dimensão biofísica e a psicossociocultural e reflete uma natureza multidimensional de espécie-indivíduo, sociedade-indivíduo, homo sapiens – homo demens, que se permeia do pensamento racional, objetivo, empírico, preciso, conceitual, científico e do pensamento simbólico, mitológico, mágico, nos quais se mesclam aspirações, sentimentos, intuições, sonhos e loucuras. Essa multidimensionalidade não pode ser reduzida a explicações simplistas, regras rígidas, fórmulas simplificadoras ou esquemas fechados de ideias. Ela só pode ser entendida por um sistema de pensamento aberto, abrangente e flexível. O método apresenta sete princípios, a saber: sistêmico, hologramático, retroatividade, recursividade, autonomia/dependência, dialógico e reintrodução do sujeito cognoscente no objeto.

Comunidades e populações tradicionais – Segundo Diegues (1998), comunidades tradicionais relacionam-se a um tipo de organização econômica e social que detém reduzida acumulação de capital e ausência de força de trabalho assalariado. Nela, produtores independentes estão envolvidos em atividades econômicas de pequena escala, como agricultura e pesca, coleta e artesanato. Economicamente, essas comunidades baseiam-se no uso de recursos naturais renováveis. Como essas populações, em geral, não têm outra fonte de renda, o uso sustentado de recursos naturais é de fundamental importância. Seus padrões de consumo reduzidos, baixa densidade populacional e limitado desenvolvimento tecnológico fazem com que sua interferência no meio ambiente seja pequena. Uma característica importante desse modo de produção mercantil é o conhecimento que os produtores têm dos recursos naturais, seus ciclos biológicos, hábitos alimentares, etc. Esse conhecimento tradicional, passado de geração a geração, é um instrumento importante para a sustentabilidade ambiental, dentre outras características, como a combinação de várias atividades econômicas (dentro de um complexo calendário), a reutilização de dejetos e o baixo nível de poluição. Diegues e Arruda (apud SANTILLI, 2005) apontam para sete características comuns às populações tradicionais, a saber: a) moradia e ocupação do território por várias gerações; b) importância das mitologias, mitos e rituais associados à caça, pesca e atividades extrativistas; c) auto-identificação ou identificação por outros de pertencer a uma cultura distinta; d) formação por grupos humanos diferenciados; e) reprodução do modo de vida de forma mais ou menos isolada; f) cooperação social e relações próprias com a natureza; g) apropriação de modos particulares de existência. A conservação dos recursos naturais é parte integrante de sua cultura, uma ideia expressa no Brasil pela palavra ‘respeito’ que se aplica não somente à natureza, mas aos outros membros da comunidade. A Portaria 22/92 do IBAMA define populações tradicionais como as “comunidades que têm sua subsistência baseada no extrativismo de bens naturais renováveis”.

Conflito ambientalum conflito se configura quando dois ou mais agentes sociais possuem necessidades e interesses antagônicos e divergentes, caracterizados nos processos de uso e apropriação material e simbólica da natureza, acarretando em um posicionamento público pelos envolvidos. Um conflito pode ser entendido também sob um ponto de vista existencial-pessoal, de divergência de opiniões em uma sociedade plural, ou ainda como decorrente de um mau entendimento no processo comunicacional. Contudo, no âmbito da teoria social crítica adotada, sem desconsiderar essas dimensões relevantes, um conflito ambiental refere-se primordialmente a situações antagônicas criadas por uma estrutura social desigual, fundada em processos de apropriação privada ela natureza e na expropriação do trabalhador. (LOUREIRO, 2012)

Conflitos socioambientais - a análise dos conflitos socioambientais na ótica da ecologia política ultrapassa a noção que os identifica como um conjunto complexo de embates entre grupos sociais em função de seus distintos modos de relacionamento ecológico com base nas questões políticas e econômicas, para entendê-los a partir da incorporação dos elementos cosmológicos, ritualísticos, identitários e morais, que nem sempre são visíveis na ótica disciplinar.

Conflitos ecológicos distributivos - São disputas que, inerentes às estruturas das sociedades de dominação, opõem diferentes grupos sociais que, em condições assimétricas de poder, lutam pela atribuição de distintos significados e usos às condições naturais territorializadas. Esses conflitos põem em jogo usos concorrentes de um mesmo “ambiente”, isto é, de condições naturais territorializadas apropriadas por determinados agentes para usos específicos. Os conflitos eclodem quando o sentido e a utilização de um espaço ambiental por um determinado grupo ocorrem em detrimento dos significados e usos que outros segmentos sociais possam fazer de seu território para, com isso, assegurar a reprodução do seu modo de vida. Empreendimentos capitalistas homogeneizadores do espaço, tais como hidrelétricas, mineração, monoculturas de soja e de cana de açúcar, dentre outros, são geradores de injustiças ambientais, na medida em que, ao serem implementados, imputam riscos e danos às camadas mais vulneráveis da sociedade.

Conhecimento - remete à organizaçăo lógica de representaçőes, teorias, conceitos e hipóteses e se refere a algo existente. O conhecimento é o que se conhece de outro, permitindo uma determinada ação intencional para atender a certos fins. É a base da ação consciente no mundo. (LOUREIRO, 2012)

Consciência crítica – Para Goethe (1830), “o homem só conhece o mundo dentro de si se toma consciência de si mesmo dentro do mundo”, ou seja, a consciência crítica depende  de um movimento interno do sujeito em relação ao entendimento que este tem do mundo em que vive e atua. Para Marx e Engels (1984, p. 22-23), “não é a consciência que determina a vida, é a vida que determina a consciência”. São as condições materiais de vida dos indivíduos reais, tanto as que encontraram como as que produziram pela sua própria ação, que determinam as transformações na realidade, no pensamento e nos produtos do pensamento, e a consciência dos seres humanos ativos. Gramsci (1984, p. 11- 14) refere-se à trajetória que vai do senso comum à consciência filosófica para designar a passagem de uma concepção de mundo desagregada,  heterogênea, ocasional e  subalterna para uma visão de mundo sistematizada, analítica, unitária, criadora e crítica. Segundo Gramsci, o homem é um ser social, histórico, e como tal, deve ser concebido como um processo de relações ativas composto de três elementos: indivíduo, sociedade e natureza. Estes elementos têm sua unidade dialética nas relações sociais concretas que o homem estabelece na produção de sua existência. O homem se define a partir do conjunto de relações sociais e no processo histórico “cada homem transforma a si mesmo e se modifica na medida  em  que modifica todo o conjunto das relações do qual é o ponto central” (GRAMSCI, 1984, p.40). Nessa perspectiva, sua concepção de mundo refere-se às relações sociais nas quais está envolvido e que podem ser vivenciadas com maior ou menor grau de participação ativa e consciência crítica. A tomada de consciência dessas relações sociais é o início de um processo de mudança. O "início da elaboração crítica é a consciência daquilo que somos realmente, isto é, um "conhece-te a ti mesmo" como produto do processo histórico até hoje desenvolvido" (Gramsci, 1984, p.12). O ponto de partida desse processo é o senso comum e o ponto de chegada é a consciência crítica.

Conscientizaçăo - processo de tomada de conscięncia (do eu e do mundo) por meio do diálogo, problematizaçăo da realidade, reflexăo, conhecimento e intervenção nas condições existentes. Não há conscientização de um para o outro, mas entre pessoas que interagem e atuam na realidade. A consciência é que se refere à individualidade. (LOUREIRO, 2012)

Conservação ambiental - conjunto de métodos, procedimentos e políticas que visem ŕ proteçăo em longo prazo das espécies, habitais e ecossistemas, além da manutenção dos processos ecológicos, prevenindo a simplificação dos sistemas naturais. (Lei Federal n. 9.98512000.)

Conservacionismo – corrente ambientalista que surge a partir da concepção de Giffort Pinchot que advogava o uso racional dos recursos naturais, com vistas a garantir a sua perpetuação. 

Controle Social - Participação da sociedade no que diz respeito ao acompanhamento e à verificação das ações governamentais através da avaliação dos objetivos, dos processos e dos resultados promovidos por políticas públicas.  Envolve o acesso aos processos que informam as decisões no âmbito da sociedade política e viabiliza a participação da sociedade civil organizada na formulação e na revisão das regras que conduzem a negociações  e na arbitragem dos interesses em jogo, além do acompanhamento da implementação das decisões segundo os critérios pactuados.

Crítica - princípio epistemológico, teórico e metodológico segundo o qual tudo o que existe pode ser racionalmente questionado. negado, afirmado e superado; e as relações sociais săo produtos históricos, portanto, năo săo imutáveis, podendo ser transformadas pela ação consciente dos agentes sociais. Para a tradição crítica, a possibilidade objetiva de negar algo é condição do próprio movimento de mudança das coisas (princípio da contradição), que se efetiva pela atividade (crítica) de grupos e classes que portam a materialidade superadora dos processos sociais.

Cultura - Derivado do latim colere “cultivar, tratar de”, o termo cultura significa “lavoura, cultivo dos campos”. Na Alemanha do século XV, o termo Kultur significava aperfeiçoamento do espírito humano e, em 1850, foi aplicado para sistemas de atitudes, instituições e valores de uma sociedade e, com esta acepção, transmitido a outras línguas. No Brasil, inúmeras interpretações têm contribuído para a compreensão do conceito de cultura e, dentre elas, podemos citar a de Alfredo Bosi (1987) que a percebe como “uma herança de valores e objetos compartilhada por um grupo humano relativamente coeso”. Para este autor, não há uma cultura brasileira coesa, unitária, homogênea, matriz dos nossos comportamentos e discursos. Há uma pluralidade de culturas que se imbricam em um processo de múltiplas interações e oposições no tempo e no espaço.

Currículos integrados - Forma de organização curricular por si só garantidora do questionamento das relações de poder e das perspectivas tradicionais do conhecimento na escola. Forma de organização do conhecimento escolar capaz de garantir a melhoria do processo ensino-aprendizagem e/ou o estabelecimento de relações menos assimétricas entre os saberes e os sujeitos dos currículos (LOPES, 2008, pp. 38-39).

Núcleo de Referência em Educação Ambiental

Universidade do Estado do Rio de Janeiro | Campus Maracanã
Rua São Francisco Xavier, 524 | Pavilhão João Lyra Filho
Faculdade de Educação, 12° andar, Bloco F, Sala 12.005
+55 (21) 2334-0824 / 2334-0825 | This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.