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Século das Luzes - o Iluminismo caracterizou o século XVIII como o Século das Luzes, a partir das seguintes idéias: revolta contra o autoritarismo da Igreja e da nobreza aristocrática; crença inabalável na razão humana; esclarecimento e iluminação de amplas camadas da população, em oposição à ignorância e à irracionalidade supersticiosa; com a obra intitulada Enciclopédia, um dos instrumentos de libertação e de alcance da autonomia humana e da democracia, cujos principais representantes são Montesquieu, Diderot, Voltaire, D?Allembert, Condorcet, dentre outros; otimismo cultural, que traduz o princípio de que o progresso do conhecimento leva necessariamente a melhores condições de vida; culto à natureza como uma crítica à civilização, localizando o mal na sociedade civilizada, que afasta o homem de sua natureza boa (Jean-Jacques Rousseau); cristianismo humanista, que tenta libertar o cristianismo existente/predominante dos dogmas e princípios religiosos irracionais e, por fim, direitos humanos, com o princípio da inviolabilidade do indivíduo, que resultou na Declaração dos direitos do homem e do cidadão, promulgada na Assembléia Nacional francesa em 1789.

Senso comum – conjunto de valores, idéias e conceitos partilhados por um grupo social, que o considerado verdadeiro e não passível de questionamentos. Segundo Gramsci (1984), é uma filosofia espontânea, popular, peculiar a todos os homens e que está contida na linguagem, no bom senso e na religião popular. Esta filosofia, situada ao nível do inconsciente, do pensamento desagregado e ocasional, é uma concepção de mundo imposta mecanicamente ao homem pelo ambiente exterior, a qual ele aceita subalterna e passivamente e da qual partilha, no pensar e no agir acrítico, em um determinado grupo social.

Sensibilidade - reação frente a um tensor. Faculdade de receber informações sobre as mudanças no meio (externo ou interno) e de a elas reagir através de sensações.

 

Sensibilização - um dos conceitos mais utilizados e, ao mesmo tempo, mais imprecisos que existem na educação. Para uns, refere-se ao tornar sensível pela emoção; para outros se refere a um processo inicial de transmissão de informações que faça com que o outro fique mais atento acerca de algo; outros tantos generalizam como qualquer processo que resulte em apropriação pelos sentidos, o que envolve transmissão, construção e compreensão de informações. Na Educação Ambiental normalmente se utiliza nos dois primeiros sentidos, mas sem que haja muita clareza das implicações disso. Enfim, é um conceito que se for utilizado como objetivo exige que quem o escolheu diga claramente o que se pretende com isso. (LOUREIRO, 2012).

Socialização - há pelo menos três dimensőes inerentes ao conceito. A primeira, mais comum as teorias refere-se à necessidade de se criar um ambiente para as pessoas no qual estas possam aprender uma língua, condutas validadas pela sociedade em que se encontra, hábitos necessários ŕ atividade prática cotidiana, regras morais, entre outras interações indispensáveis para o desenvolvimento das capacidades de comunicação, raciocínio, trabalho e criação, que nos transformam em seres humanos. A segunda, de cunho negativo, pensa a socialização no marco concreto e histórico. Logo, dialeticamente, ao mesmo tempo que é condição da humanização pode ser fonte de heteronomia, de falta de autonomia, o se estabelecer processos institucionais validados de transmissão de valores, culturas, normas e pensamentos de forma rígida e opressora. A terceira dimensão remete ao componente econômico. Socializar aí significa a transformação da propriedade privada capitalista em propriedade social. (LOUREIRO, 2012).

Sociambientalismo – movimento político que exprime a unidade indissociável entre ser humano e natureza e apresenta soluções integradas para as questões sociais e ambientais. 

Sociobiodiversidade – conceito que parte do reconhecimento de que a manutenção da diversidade biológica está ligada à preservação da diversidade cultural e de modos de vida e de produção que sejam compatíveis com a sustentabilidade (as denominadas etlnicidades ecológicas), e de que, por sua vez, esta diversidade humana se constituiu historicamente nas relações que os grupos sociais estabeleceram com os ecossistemas em dado território, em um movimento de mútua determinação. Ou seja, a garantia da diversidade cultural e biológica depende da promoção das interaçőes entre culturas, modos sustentáveis de produzir e natureza. Para uma abordagem que defende a sociobiodiversidade, a proteção da diversidade se vincula ŕ urgęncia de se reconhecer que a vida é diversa e que o diverso é condição para a vida humana. E respeitá-la enquanto tal é uma exigęncia ética e uma necessidade para perpetuar a reprodução da existęncia material em sociedade. Logo, falar em sociobiodiversidade é falar em bíodiversidade e em diversidade cultural, em justiça social e em sustentabilidade, e seus nexos.

Sociedade de risco - teoria de Ulrich Beck que postula a clássica sociedade industrial (séc. XIX) sendo substituída pela nova sociedade de risco, ou seja, por uma sociedade em que não há mais conflitos em relação à produção e à distribuição da riqueza, mas conflitos em torno da produção e da distribuição dos riscos. A sociedade de risco caracteriza-se no momento em que os riscos se desconectam dos fundamentos do seguro e da calculabilidade, típicos das sociedades do século XIX. São eles: a compensação; a antecipação das consequências; a limitação temporal e espacial – o acidente perde suas delimitações sendo irreparável, com começo e sem fim; a causalidade estrita com individualização de responsabilidades. A sociedade de risco é destrutível por suas tecnologias e confrontada reflexivamente com as consequências indesejáveis de sua própria dinâmica reprodutiva (modernização reflexiva). O conceito de sociedade de risco se cruza com o de globalização: os riscos são democráticos, afetando nações e classes sociais indiscriminadamente, delineando processos ambíguos: coexistência de pobreza em massa, crescimento de nacionalismo, fundamentalismos religiosos, crises econômicas, guerras, catástofes ecológicas e tecnológicas, e espaços no planeta onde há riqueza, tecnificação rápida e alta segurança no emprego. O risco é o princípio primordial da organização social e o conhecimento, o princípio essencial do risco. Críticas a essa teoria são formuladas por Blowers (1997), que denuncia a visão homogênea de sociedade postulada por Beck ao ignorar que os impactos ambientais são socialmente diferenciados, afetando principalmente aos mais pobres; por Lópes e Alhama (1998), que afirmam que, se há conhecimento dos riscos, não há descontrole do complexo técnico, mas intenção política e descontrole voluntário e, não, risco. E se esse “risco” decorre de desinformação planejada, isso implica em distribuição de forma desigual e, particularmente, aos pobres; por Hajer (1995), que ressalta que a “modernização reflexiva”, caracterizada por Beck, restringe-se, equivocadamente, à ação dos homens sobre o mundo, negligenciando-a naquilo que ela se aplica às próprias categorias de percepção da realidade e, por Wynne (1996), que critica em Beck a consideração da geração de uma nova consciência cultural decorrente de riscos reais universais que introduziriam em suas instituições, o ceticismo público e a auto-refutação na modernidade.

Solipsismo - teoria filosófica idealista que afirma que nada existe fora do pensamento individual e que tudo aquilo que se percebe não passa de uma espécie de sonho que se tem. 

Sustentabilidade – entendida como coesão em torno de um objetivo comum, ao mesmo tempo, esforço de manutenção, sinergia e flexibilidade para adaptação às novas situações (GONDOLO, 2000), a “noção de sustentabilidade tem duas origens: a primeira, na biologia, por meio da ecologia, e refere-se à capacidade de recuperação e reprodução dos ecossistemas (resiliência) em face de agressões antrópicas (uso abusivo dos recursos naturais, desflorestamento, fogo etc.) ou naturais (terremoto, tsunami etc.). A segunda, na economia, como adjetivo do desenvolvimento, em face da percepção crescente ao longo do século XX de que o padrão de produção e consumo em expansão no mundo, sobretudo no último quarto desse século, não tem possibilidade de perdurar. Ergue-se, assim, a noção de sustentabilidade sobre a percepção da finitude dos recursos naturais e sua gradativa e perigosa depleção (NASCIMENTO, 2012, p.51).

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