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Paradigma - na obra A estrutura das revoluções científicas, Kuhn o define como “o conjunto das crenças, dos valores reconhecidos e das técnicas comuns aos membros de um determinado grupo”. Edgar Morin conceitua paradigma através de um enfoque relacional em que conceitos-mestres sobrepõem-se a teorias rivais sem, entretanto, fazê-las desaparecer. Em sua concepção, os paradigmas são estruturas de pensamento que, de modo inconsciente, comandam nosso discurso. Para ele, “um grande paradigma (episteme, mindscape) controla não apenas as teorias e os raciocínios, mas também o campo cognitivo, intelectual e cultural em que nascem teorias e raciocínios. Controla, além disso, a epistemologia, que determina a teoria e a prática decorrente da teoria.” (1998b, p. 267).

Paradigma holístico – trata de sistemas abertos, em equilíbrio e reequilíbrio constante entre forças opostas, ora integradas, ora em auto-afirmação. As tendências são ao mesmo tempo (ultrapassando a tradicional lógica aristotélica do princípio de não-contradição) complementares e opostas, abrindo espaço às contingências e relevando asvárias partes, e já na própria interação, partes que não são apenas referenciadas pela soma. Tal parâmetro opõe-se ao fragmentalismo e mecanicismo (mundo máquina) apontando para uma “rede de relações dinâmicas” que incluem o observador (CAPRA apud PELIZZOLI, 1999, p. 134).

Paisagem – a dimensão da paisagem é a dimensão da percepção, dos sentidos. A paisagem assume escalas diferentes, dependendo do lugar de onde se olha. Ela não é dada para todo o sempre, é objeto de mudança. É resultado de adições e subtrações sucessivas. Ë uma espécie de marca da história do trabalho e das técnicas. Há uma relação entre os instrumentos de trabalho e a paisagem, pois cada forma produtiva necessita de um tipo de instrumento de trabalho. Esses instrumentos estão ligados ao processo de produção, à circulação, à distribuição e ao consumo. A paisagem se organiza segundo os níveis destes, na medida em que as exigências de espaço variam em função dos processos próprios a cada produção e em nível de capital, tecnologia e organização correspondentes. Em cada momento histórico os modos de fazer são diferentes, o trabalho humano vai cada vez se tornando mais complexo, exigindo mudanças correspondentes às inovações. Através de novas técnicas vemos a substituição de uma forma de trabalho por outra, de uma configuração territorial por outra. Em suma, a paisagem é um conjunto de foremas heterogêneas, deidades diferentes, de pedaços de tempos, de histórias representativas das diversas maneiras de produzir as coisas, de construir o espaço. A paisagem deve ser pensada paralelamente às condições políticas, econômicas e culturais, uma vez que a técnica tem um papel importante, mas não tem existência histórica fora das relações sociais (SANTOS, 1994, pp. 68-69). Ab’Sáber (2003) considera a paisagem como uma herança de processos fisiográficos e biológicos e patrimônio coletivo dos povos que historicamente a herdaram como território de atuação de suas comunidades.

Participação – Etimologicamente, participar ou participare vem do latim e significa “tomar parte”. Bordenave (1985) enfatiza a ideia de que participar é decidir, isto é, intervir ativamente nas decisões para planejar, executar e avaliar ações. Capacidade do cidadão de participar e influenciar os processos de tomada de decisões e no meio de transformar as relações de poder vigentes (RIOS, 2005).

Participação comunitária – exercício criativo dos poderes de tomada de decisão adquiridos em benefício de todos, que traz à tona os ricos recursos humanos dos indivíduos. Pode-se definir como as “modalidades de expressão da vontade individual e coletiva da sociedade aptas a interferir, formal ou informalmente, nos processos de poder do Estado, especificamente em suas expressões legislativa, administrativa e judicial” (MOREIRA NETO, 1992, p. 62) e pode se expressar tanto pela via indireta (através do sufrágio universal, elegendo-se representantes pelo voto para, em nome do povo, exercerem o poder político), quanto pela direta (participação ativa no exercício do poder) caracterizando, respectivamente, a democracia representativa e a democracia participativa. É o modo de intercâmbio social, equitativo, que combina o princípio da autonomia significativa – pré-requisito da auto-realização dos indivíduos – com a necessidade de coordenação estrutural geral para conceber a transformação da operação do processo sociometabólico de reprodução num todo integrado – por ser coerente e cooperativo, e não dilapidador e antagônico – e libertador (Mészáros, 2004, pp. 52-53).

Participação popular – exercício criativo dos poderes de tomada de decisão adquiridos em benefício de todos, que traz à tona os ricos recursos humanos dos indivíduos. Pode-se definir como as “modalidades de expressão da vontade individual e coletiva da sociedade aptas a interferir, formal ou informalmente, nos processos de poder do Estado, especificamente em suas expressões legislativa, administrativa e judicial” (MOREIRA NETO, 1992, p. 62) e pode se expressar tanto pela via indireta (através do sufrágio universal, elegendo-se representantes pelo voto para, em nome do povo, exercerem o poder político), quanto pela direta (participação ativa no exercício do poder) caracterizando, respectivamente, a democracia representativa e a democracia participativa. É o modo de intercâmbio social, equitativo, que combina o princípio da autonomia significativa – pré-requisito da auto-realização dos indivíduos – com a necessidade de coordenação estrutural geral para conceber a transformação da operação do processo sociometabólico de reprodução num todo integrado – por ser coerente e cooperativo, e não dilapidador e antagônico – e libertador (MÉSZÁROS, 2004, pp. 52-53).

Política ambiental – “trata-se da adequação dos instrumentos – sociais, jurídicos e econômicos – e da articulação com outras categorias das políticas públicas – econômicas, sociais e territoriais. Deverá caracterizar-se por ser reguladora e por permitir o controle social e estatal sobre o meio ambiente” (RIOS, 2005, p. 19).

Populações e comunidades tradicionais -  são aquelas cuja sobrevivęncia está baseada em atividades produtivas de subsistência e formas de propriedade comunais ou coletivizadas. Suas principais características são: transmissão intergeracional do conhecimento e da cultura (costumes, valores e condutas); dependência direta dos recursos naturais e de seus ciclos para a reprodução do seu modo de vida; uso de tecnologias de baixo impacto ambiental; relações econômicas e sociais coletivizadas; e dependência parcial de mercados locais. No Brasil, o Decreto n. 6.040, de 7 de fevereiro de 2007, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades 'Tradicionais, conceitua estes grupos como: "os grupos sociais culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição". (LOUREIRO, 2012).

Positivismo lógico ou empírico – postula que as leis que regulam o funcionamento da vida social, econômica e política, são do mesmo tipo que as leis naturais e, portanto, o que reina na sociedade é uma harmonia natural. Dessa hipótese decorre uma conclusão epistemológica, denominada naturalismo positivista, de que os métodos e os procedimentos para conhecer a sociedade são exatamente os mesmos que são utilizados para conhecer a natureza, portanto, a metodologia das ciências sociais tem que ser idênticas à metodologia das ciências naturais, posto que o funcionamento da sociedade é regido por leis do mesmo tipo das da natureza.

Potencialidade ambiental – conjunto de atributos de um ecossistema (recursos ambientais) ou culturais passíveis de uso sustentável por grupos sociais. (LOUREIRO, 2012).

Práxis – palavra grega que assume conotação de atividade prático-crítica com Karl Marx, no século XIX. Para Lukács, a práxis é o ato revolucionário que realiza o sujeito como conhecedor e agente ao mesmo tempo e que, simultaneamente, fundamenta a identidade do pensamento e da história (BOBBIO; MATTEUCCI E PASQUINO, 2000).

pode ser entendida como atividade intencionada que revela o humano como ser social e autoprodutivo - ser que é produto e criação de sua atividade no mundo e em sociedade. É ato, ação e interação. É pela práxis que a espécie se torna gênero humano, assim, junto ŕs suas objetivações primárias de ação transformadora da natureza (trabalho), o ser social se realiza nas objetivações (materiais e simbólicas) da ciência, da arte, da filosofia, da religião, entre outros processos comunicacionais e interativos que permitem a produção da cultura. (LOUREIRO, 2012).

Preservacionismo – corrente ambientalista que surge nos Estados Unidos a partir da concepção de John Muir de que a natureza deve ser mantida em seu estado primitivo, de modo a servir à contemplação do ser humano e à sua expansão espiritual. A visão preservacionista se inspira em um modelo de unidade de conservação preocupado unicamente com o valor de espécies e ecossistemas e com a perda de biodiversidade em si, sem atentar para as exigências e necessidades humanas concretas (RIOS, 2005).        

Preservação ambiental – o manejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a manutenção, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural, para que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, às atuais gerações, mantendo seu potencial de satisfazer as necessidades e aspirações das gerações futuras, e garantindo a sobrevivência dos seres vivos em geral (Lei n. 9.985/2000).

Princípio da falsificabilidade de Popper – "uma teoria é científica quando aceita que sua falsidade possa ser eventualmente demonstrada". (MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998, p. 23).

Problema ambiental - caracteriza-se quando há a identificação do risco e/ou dano socioambiental decorrente de determinado uso, podendo haver diferentes tipos de reação face a ele por parte dos atingidos, de outros agentes da sociedade civil e do Estado. (LOUREIRO, 2012).

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