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Macroscópico - refere-se às escalas que encontradas tipicamente no mundo cotidiano; basicamente, é o oposto de microscópico.

Manejo sustentável - forma planejada de interferir no ambiente natural. Compreende procedimentos baseados em conceitos ecológicos, permitindo o uso do ambiente sem provocar alterações na dinâmica das populações ou grande impacto ambiental (MMA/MEC/IDEC, 2005, p. 149).

Massa de Planck - cerca de 10 bilhões de bilhões de vezes maior do que a massa do próton; cerca de um centésimo milésimo de grama; corresponde à massa de um pequeno grão de poeira. Massa típica equivalente à de uma de uma corda vibrante na teoria das cordas.

Materialismo – a teoria marxista compõe-se de uma teoria científica, o materialismo histórico, e de uma filosofia, o materialismo dialético. Para o materialismo, o mundo material é anterior ao espírito e esse deriva daquele. O materialismo dialético parte da consideração de que os fenômenos naturais são processos e o materialismo histórico é a aplicação do materialismo dialético ao campo da história. Essa corrente filosófica admite o mundo como uma realidade dinâmica, um complexo de processos, cuja abordagem deve considerar as coisas em sua dependência recíproca, e não linear.

Materialismo mecanicista – materialismo dito vulgar, estático, a-histórico, representado por Diderot, D? Holbach e Helvetius, no século XVIII.

Mecânica quântica - conjunto de leis que comanda o universo, cujas características incomuns, tais como a incerteza, as flutuações quânticas e a dualidade onda-partícula tornam-se mais flagrantes nas escalas microscópicas dos átomos e das partículas subnucleares.

Mecanicismo – ideia de mundo-máquina; o universo material explicado em função da organização e do movimento de suas partes, como uma máquina perfeita que pode ser descrita objetivamente independente do observador humano; a natureza funcionando de acordo com leis mecânicas que privilegiam um tipo de causa formal, ou seja, o como funciona das coisas em detrimento de qual o agente ou qual o fim das coisas. É por esta via que o conhecimento científico rompe com o conhecimento do senso comum. Enquanto no senso comum, a causa e a intenção convivem sem problemas, na ciência, a determinação da causa formal obtém-se com a expulsão da intenção. É este tipo de causa formal que permite prever, intervir no real e obter êxito em sua manipulação e transformação. 

Medida mitigadora e compensatória - medida que procura repor bens socioambientais perdidos em decorrência de ações diretas ou indiretas de um empreendimento.

Meta - objetivo que se almeja (Dicionário Eletrônico Houaiss).

Metafísica – conhecimento das causas primárias e dos princípios elementares.

Metanóia – paranóia social (egoísmo exagerado, suscetibilidade, desconfiança e mania de perseguição).

Mito – Derivada do grego mythos - palavra, narração ou discurso, e dos verbos mytheyo (contar, narrar) e mytheo (anunciar e conversar) - tem como função descrever e interpretar as origens do cosmos (cosmogonia), dos deuses (teogonia), das forças e dos fenômenos naturais (vento, chuva, relâmpago). Fala sobre o tempo fabuloso dos começos, relata um acontecimento que teve lugar no tempo primordial, conta como as coisas começaram a existir (ELIADE, 2000, pp. 12-13).

Mobilização social – capacidade de organização e atuação coletiva de grupos, intervindo na vida política, cultural e econômica de um território. A mobilização ocorre em função de temas, necessidades imediatas ou projetos estratégicos de mudança da estrutura social ou defesa de direitos e culturas (LOUREIRO, 2012, p. 116).  

Modernidade – no livro intitulado Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade, Marshall Berman designa “modernidade a um conjunto de experiências vitais, compartilhado por homens e mulheres, de espaço e tempo, de si mesmo e dos outros, das possibilidades e perigos da vida, registradas ao longo dos últimos quinhentos anos, que despejou a todos num turbilhão de permanente desintegração e mudança, de luta e contradição, de ambigüidade e angústia” (1986, p. 15). Krisham Kumar (1997. p. 94) enfatiza a importância do capitalismo comercial no século XVI no processo de gestação e nascimento da modernidade. Para este autor, a modernidade relaciona-se mais estreitamente com o capitalismo do que com o industrialismo. Esse fato deve-se às formas de vida econômica que começam a se transformar na segunda metade dos anos de 1500.  A modernidade refere-se a um estilo, a um costume de vida ou a uma organização social que emergiu na Europa em um momento civilizatório iniciado no século XV e estendido até a atualidade, que compreende um conjunto de transformações ligadas a aspectos culturais e artísticos (o Renascimento), políticos (o Estado-Nação), econômicos (o mercantilismo e, posteriormente, o capitalismo industrial) e filosóficos (o pensamento científico). A modernidade introduz a ideia de controle da natureza e a concepção do saber como técnica de manipulação: “saber é poder”. 

Modernidade líquida – expressão cunhada pelo sociólogo polonês contemporâneo, Zygmunt Bauman, para designar a era fluida que se caracteriza por “uma sociedade em que as condições sob as quais agem seus membros mudam num tempo mais curto do que aquele necessário para a consolidação, em hábitos e rotinas, das formas de agir” (BAUMAN, 2007, p. 7); por uma sociedade de consumidores onde predomina uma sensação de precariedade, instabilidade, insegurança e incerteza constante, de instantaneidade, desorientação em relação a códigos e regras, liquefação dos padrões de dependência e interação, desintegração da rede social, tolerância à vigilância, à fragmentação e a ligações frouxas e, também, pela projeção em um mundo em que tudo é ilusório e o que importa é a velocidade e não a duração.

Movimento - os atomistas (pré-socráticos) usavam uma só palavra para designar movimento – kineseon. Neste sentido, todas as categorias envolvidas no processo de mudança eram vistas como uma única coisa. Do ponto de vista platônico, o movimento é algo relacionado com a ação no universo. Para Platão, a alma seria a causa do movimento e só há movimento naquilo que é animado - os animais, os vegetais, os astros e o próprio mundo. Para Platão, o movimento implica em animação do ser que é e nunca deixa de ser, embora passe por perpétua mudança. Aristóteles optou por classificar o movimento para explicá-lo. Para ele, os movimentos pertenciam a duas classes: movimentos naturais e movimentos violentos ou forçados. O movimento natural de um corpo consiste em uma busca pelo seu lugar natural. O movimento de queda de uma pedra ou da água, por exemplo, é um movimento natural, pois visa retornar aos seus lugares naturais. O movimento forçado está associado à presença constante de uma força. Para Aristóteles, o meio também desempenha um papel fundamental no movimento, oferecendo-lhe resistência e sustentação. Na concepção aristotélica, a ideia de um movimento retilíneo eterno é inaceitável. Embora a ideia geral do cosmo aristotélico seja a de um conjunto imóvel (primeiro motor), este inclui movimentos que se sustentam no movimento uniforme eterno das esferas fixas (último céu). É importante ressaltar que, para Aristóteles, a Physis é o princípio de movimento e repouso inerente a todas as coisas e, por conta disso, todos os seres sempre aspiram por seu lugar natural. Aristóteles considera que os seres vivos possuem a alma imaterial (psyche) que é o princípio do movimento. Num sentido aristotélico, todos os seres vivos possuem um tipo de alma que lhes dá movimento (alma vegetativa). Os seres humanos e os demais animais possuem alma apetitiva, que lhes concede a capacidade de crescer, mudar e mover-se (alma sensitiva). Mas só a espécie humana possui ainda uma alma racional que concede aos seres humanos a capacidade de pensar, planejar e criar concedendo a esse ser a capacidade de compreender cientificamente a natureza, pensando-se fora dela, como algo separado, capaz de dominá-la em função das necessidades da espécie humana. “A possibilidade da Ciência e do Conhecimento na Natureza pertencem, então, à natureza humana” (KESSELRING, 2000. p. 157).

Movimento ambientalista – organização de um segmento da sociedade civil para defesa de seus direitos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, constituindo-se em um “movimento de cidadania” (BERNA, 2005, p. 93). Segundo Henri Acselrad (2010, p. 103), a expressão “movimento ambientalista” é utilizada, no Brasil, em referência ao espaço social em que circulam discursos e práticas de proteção ambiental, abrangendo organizações com distintos graus de formalizações em um espectro que vai desde Organizações Não-Governamentais até departamentos ambientais de entidades que não têm o meio ambiente como atividade-fim, passando por seções nacionais de entidades ambientais estrangeiras.

Movimentos sociais – ação coletiva impulsionada por atores sociais cuja identidade foi estabelecida a partir de um sentimento de injustiça e/ou afirmação de direitos. Nesses movimentos sobressaem a luta cidadã e a luta política por uma sociedade mais justa e igualitária.

é uma forma de ação coletiva estabelecida por um conjunto de ações e atores sociais, em que a identidade entre estes se estabelece a partir de um sentimento de injustiça em relação a algo e de afirmação de direitos e manifestações culturais específicas. Isso implica a luta cidadã cotidiana (sociabilidade calcada no respeito ao outro) e a luta política por uma nova forma de sociedade, na qual as relações de expropriação, preconceito e dominação sejam suprimidas. (LOUREIRO, 2012).

Núcleo de Referência em Educação Ambiental

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