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CARVALHO, I.C.M. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. São Paulo: Cortez, 2004.

A proposta educativa que inspira este livro pretende contribuir para a formação de sujeitos capazes de compreender o mundo e agir nele de forma crítica. Essa intenção também poderia ser enunciada como a formação da capacidade de “ler e interpretar” um mundo complexo e em constante transformação. Compartilhando dessa intencionalidade educativa, o projeto político-pedagógico de uma educação ambiental crítica poderia ser pensado como a formação de um sujeito capaz de “ler” seu ambiente e interpretar as relações, os conflitos e os problemas aí presentes.

Assim, inscrevemos as condições naturais em que vivemos em nosso mundo de significados, transformando a natureza em cultura. A educação acontece como parte da ação humana de transformar a natureza em cultura, atribuindo-lhe sentidos, trazendo-a para o campo da compreensão e da experiência humana de estar no mundo e participar da vida. Neste sentido, o educado de um modo geral, mas especialmente o educador ambiental, é, por “natureza”, um intérprete não apenas porque todos os humanos o são, mas também por ofício, uma vez que educar é ser mediador, tradutor de mundos. Ele está sempre envolvido na tarefa reflexiva que implica provocar outras leituras da vida, novas compreensões e versões possíveis sobre o mundo e sobre nossa ação no mundo.

 

BRANQUINHO, F.T.B.; NOGUEIRA, M.A.L. (org.) Cartas à Mãe Terra. Rio de Janeiro: Mauad X: FAPERJ, 2012.

Estas Cartas à Terra reforçam a fecunda parceria entre o Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o Programa de Pós-Graduação em  Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco, pois abrem caminhos para a troca de experiências e futuras parcerias entre os dois programas, exercício fundamental para o crescimento e a consolidação de ambos, o que reitera as orientações da política da Capes.

O caráter multidisciplinar do PPG-MA permite uma interlocução profunda com a Antropologia, desde que tenha como ponto de partida -nesse campo específico de atuação- a relação entre os pares de opostos natureza-cultura, homem-meio e todo um cortejo de saberes e fazeres acadêmicos e não acadêmicos acionados a partir daí, que envolvem a transversalidade de ideias e conceitos tais como teia da vida, ator-rede, sustentabilidade, rede sociotécnica, manejo, meio ambiente, educação ambiental.

Trata-se, na verdade, de escolhas epistemológicas, teórico-metodológicas e de modelagens que sejam capazes de comprometer a todos nós humanos com os destinos do planeta e com o forjar de uma ética da tolerância que alie o global e o local, por meio de ações políticas que objetivem a manutenção de nosso maior patrimônio: a diversidade biológica e cultural. Com o desdobramento dessas escolhas, a academia teria que priorizar a formação de pensadores-cidadãos através do exercício permanente da reflexão crítica e do diálogo com a sociedade mais ampla.

As cartas foram elaboradas sob a égide desse ideário, aprofundado nos questionamentos e debates das disciplinas Seminários de Projetos I e II, no segundo semestre de 2009. Norteou o processo a abordagem teórico-metodológica, própria à antropologia das ciências e das técnicas, a qual se baseia: nos conceitos de simetria, híbrido e rede sociotécnica; potencial e limites dessa abordagem para análise de projetos técnicos e objetos científicos que provocam impactos ambientais; possível contribuição dessa mesma abordagem para as investigações em curso dos discentes do Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente; problemas metodológicos presentes nas pesquisas dos discentes do Doutorado em Meio Ambiente.

LEFF, Henrique. Racionalidade ambiental: a reapropriação social da natureza. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.

A crise ambiental é um feito do conhecimento – verdadeiro ou falso - do real, da matéria do mundo. É uma crise das formas de compreensão, a partir do momento em que o homem surge como um animal habitado pela linguagem, o que faz com que a história humana se separe da história natural. O conhecimento tem desestruturado os ecossistemas, degradado o ambiente e desnaturalizado a natureza. As ciências se transformam em instrumentos de poder, poder este que se apropria da natureza e que é usado por alguns homens contra outros: o uso bélico do conhecimento e a superexploração da natureza. Entre as dobras do pensamento moderno emerge uma racionalidade ambiental que permite desvelar os círculos perversos, os aprisionamentos e os encadeamentos que amarram as categorias do pensamento e os conceitos científicos ao núcleo da racionalidade de suas estratégias de dominação da natureza e da cultura. Este livro traz esclarecimentos a respeito da racionalidade teórica, econômica e instrumental na banalização do mundo, até chegar ao ponto abismal no qual despenca a crise ambiental. Mostra as causas epistemológicas dessa crise e as formas de conhecimento que, ancoradas na metafísica e na ontologia, chegam a desestruturar a organização ecossistêmica do planeta e a degradar o ambiente. A racionalidade ambiental vai se constituindo ao contrastar-se com as teorias, o pensamento e a racionalidade da modernidade. Seu conceito foi sendo gestado na matriz discursiva do ambientalismo nascente, para ir criando seu próprio universo de sentidos. Este livro é a forja desse conceito. Consistente com a condição de saber ambiental, esta obra aspira a desconstruir a realidade opressora da vida. Abre portas para que sejam buscados outros caminhos, para lavrar territórios de vida, para encantar a existência, fora dos cercos de objetividade de uma razão de força maior que anule os sentidos da história.

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, Paulo Gomes retrata a natureza e a arquitetura de Paraty e cenas do Rio Antigo, no período do século IX e  início do século XX, tendo como referências fotografias antigas, que são registros em preto e branco. Com seu trabalho, busca resgatar as imagens do Rio de Janeiro acrescentando os tons coloridos de forma harmônica para enfatizar as belezas da arquitetura e natureza da cidade.

 

 

Nesta obra, o autor tece considerações teóricas indispensáveis para se pensar as atuais tendências da Educação Ambiental no Brasil e seus efeitos nas esferas pública e educacional. Ao resgatar conceitos estruturantes da pedagogia emancipatória de Paulo freire e ao esclarecer os pontos centrais de uma Educação Ambiental, problematiza, com riqueza de exemplos e rigor científico, as tendências que reproduzem uma prática educativa alienante e conservadora e que mantém concepções dualistas no que se refere à relação cultura-natureza.

É uma obra que contribui não só com a práxis dos educadores ambientais, mas de todos os educadores e agentes sociais que acreditam na capacidade de ação e transformação humana, na concretude do cotidiano e da história e na necessidade de construirmos coletivamente novo patamar de organização da sociedade, que requalifique a nossa inserção na natureza.   

LOUREIRO, Carlos Frederico Bernardo. Trajetória e fundamentos da educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2004.

http://www.cortezeditora.com.br/trajetoria-e-fundamentos-da-educacao-ambiental-1233.aspx

Carlos Frederico B. Loureiro é professor do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Programa de Pós-Graduação em psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, ambos da UFRG. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da FURG. Coordenador do Laboratório de Investigações em Educação, Ambiente e Sociedade (LIES/FE/UFRJ). Pesquisador do CNPq. Participação em projetos de educação ambiental junto a instituições como: Instituto de Gestão das Águas da Bahia, Secretaria de Educação da Bahia, Ministério da Educação, Ministério do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, ICMBio, Iets, Ibase e Ibam. Autor de inúmeros artigos e livros em educação ambiental. Pela Cortez Editora possui os seguintes títulos publicados:"Sociedade e meio ambiente: a educação ambiental em debate"; "Educação ambiental: repensando o espaço da cidadania"; "Pensameno complexo, dialética e educação ambiental"; "Trajetória e fundamentos da educação ambiental"; "Repensar a educação ambiental: um olhar crítico".

 

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