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Pensar o Ambiente: bases filosóficas para a Educação Ambiental. Organização: Isabel Cristina Moura de Carvalho, Mauro Grün e Rachel Trajber. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, UNESCO, 2006.

Lançada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), no âmbito do Ministério da Educação, e pela UNESCO, em 2004, a Coleção Educação para Todos inclui o livro Pensar o Ambiente: bases filosóficas para a Educação Ambiental que se delineou em torno do objetivo de apresentar alguns pontos importantes no pensamento ocidental moderno e suas relações com os modos de pensar o ambiente. Os articulistas escolheram trabalhar seus artigos com uma linguagem menos técnica, sem deixar de respeitar o discurso filosófico. Isso aparece de duas formas, uma na escrita de textos curtos e a outra, procurando deixar os filósofos falarem por si, “no original”. Na impossibilidade de transcrição de excertos na íntegra, foram utilizadas passagens representativas das teorias estudadas, bem como inseridas citações mais longas e ilustrativas do estilo e do pensamento filosófico. Por conseguinte, o tom desses diversos ‘pensares’ sobre o ambiente são de natureza filosófica e nos levam a refletir sobre a possibilidade de construirmos uma nova ética - a Ética Ambiental. Este pensamento torna-se essencial nestes tempos de enfrentamento da grave crise ambiental e de valores que se desvenda aos nossos olhos contemporâneos. Os filósofos sobre os quais versam os textos são: Aristóteles, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, os Pré-Socráticos, Martin Heidegger, Francis Bacon, René Descartes, Hans-Georg Gadamer, Benedito Espinosa, Jean-Jacques Rousseau,Immanuel Kant, Karl Marx, Sigmund Freud, Donald Winnicott, Lev Vygotsky, Hannah Arendt e Paulo Freire.

CONCEIÇÃO, Maria Collares Felipe da (coord.) 20 anos da Constituição Federal: trajetória do direito ambiental. Rio de Janeiro: EMERJ, 2008.

Atualmente, a humanidade enfrenta as conseqüências da mudança climática, agora uma realidade comprovada cientificamente. A esse fenômeno está atrelada a falta de alimentos para grande parte da população. Entretanto, enquanto os países desenvolvidos integrantes do G8 discutem o prazo para a redução das emissões dos gases de efeito estufa, com o objetivo de manter o crescimento econômico, relegam a segundo plano as necessidades humanas básicas, capazes de proporcionar uma existência digna. Uma delas é a educação, por ser imprescindível promover a educação ambiental, propulsora do desenvolvimento sustentado. Aliada a educação básica, ela será capaz de fazer com que cada pessoa dê a sua contribuição à preservação de um ambiente sadio, agindo em relação umas as outras com espírito de fraternidade, orientadas artigo I da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DE DIREITOS HUMANOS. É difícil, mais não é impossível, porque, no ensinamento do Mestre Morya, “o que é inatingível hoje vem com facilidade amanhã”. Só é preciso dar os primeiros passos para alcançarmos a solidariedade oriunda de corretas relações humanas e, assim, preservar a qualidade de vida do planeta.

PÁDUA, J. A. (org). Desenvolvimento, justiça e meio ambiente. São Paulo: Peirópolis; Belo Horizonte, MG: Editora UFMG, 2009.

Este livro está sendo oferecido à opinião pública brasileira como um instrumento de educação cidadã e de debate sobre o presente e o futuro do Brasil. Ele reúne textos de um grupo diversificado de pesquisadores e intelectuais que vêm participando desse debate, respeitando a independência de posicionamento e enfoque presente na reflexão de cada autor. Não se trata, por certo, de buscar uma uniformidade de visão, mas sim um compartilhamento de preocupações e anseios pela construção de um país melhor.

O objetivo dos autores e dos promotores do livro, como mencionado anteriormente, foi apenas o de estimular um debate aberto, franco, não dogmático e inovador sobre o destino da sociedade e do território brasileiros.

PELIZZOLI, M.L. A emergência do paradigma ecológico: reflexões ético-filosóficas para o século XXI. Petrópolis: Vozes, 1999.

Em raros momentos pode-se constatar tamanha ruptura de padrões e de modelos éticos fundamentadores do paradigma civilizatório. Não obstante, tal ruptura traz a possibilidade da visão ético-holística, da interdependência dos seres, de sensibilidade humana e sabedoria para sustentabilidade.

Neste sentido, faz-se aqui uma arqueologia crítica da postura moderna científica – industrial e desenvolvimentista evocada em vista do século carregado de paradoxais “conquistas” anti-socioambientais, e do fracasso indubitável de um modelo de Razão.

Pergunta-se: será possível ainda, diante de tantos fatos que se conjugam, não considerar a transformação, a qual faz despontar a necessidade de um  novo paradigma, de solidariedade/ solidificação de um “projeto socioambiental do século XXI?” Adiar-se-á a conscientização e a efetividade que resgate a interação com os fatores do ambiente e da cultura – enquanto seres num planeta único e de relações vivas- Gaia?”

Esta obra inscreve-se no espírito do tempo, de emergência esperançosa; onde nunca foi tão crucial implementar o pensamento e ação fundamentada e integradora.

CARVALHO, I.C.M. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. São Paulo: Cortez, 2004.

A proposta educativa que inspira este livro pretende contribuir para a formação de sujeitos capazes de compreender o mundo e agir nele de forma crítica. Essa intenção também poderia ser enunciada como a formação da capacidade de “ler e interpretar” um mundo complexo e em constante transformação. Compartilhando dessa intencionalidade educativa, o projeto político-pedagógico de uma educação ambiental crítica poderia ser pensado como a formação de um sujeito capaz de “ler” seu ambiente e interpretar as relações, os conflitos e os problemas aí presentes.

Assim, inscrevemos as condições naturais em que vivemos em nosso mundo de significados, transformando a natureza em cultura. A educação acontece como parte da ação humana de transformar a natureza em cultura, atribuindo-lhe sentidos, trazendo-a para o campo da compreensão e da experiência humana de estar no mundo e participar da vida. Neste sentido, o educado de um modo geral, mas especialmente o educador ambiental, é, por “natureza”, um intérprete não apenas porque todos os humanos o são, mas também por ofício, uma vez que educar é ser mediador, tradutor de mundos. Ele está sempre envolvido na tarefa reflexiva que implica provocar outras leituras da vida, novas compreensões e versões possíveis sobre o mundo e sobre nossa ação no mundo.

 

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