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LAYRARGUES, Philippe Pomier - This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
LIMA, Gustavo Ferreira da Costa - This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. 

Resumo: O presente artigo apresenta as macro-tendências que definem a atual diferenciação do campo da Educação Ambiental no Brasil e procura interpretá-las através de um diálogo com a literatura da área e com o apoio dos referenciais da Ecologia Política e da noção de Campo Social formulada por Pierre Bourdieu. A reflexão identifica três macro-tendências convivendo e disputando a hegemonia simbólica e objetiva do campo da Educação Ambiental no Brasil: conservacionista, pragmática e crítica, que funcionam como tipos ideais weberianos com fins didáticos, analíticos e políticos, embora não tenham a pretensão de esboçar uma representação objetivista da realidade considerada.

Palavras-chave: educação ambiental, correntes político-pedagógicas, campo social 

 

Qual o papel da educação num mundo em que não há mais visão clara de futuro? Que função devem desempenhar os educadores quando os jovens se defrontam com profundas incertezas quanto à sua sorte e às expectativas de uma vida estável?

Diante das desconcertantes características da vida líquido-moderna, muitos jovens tendem a se isolar no mundo on-line de relacionamentos virtuais, na depressão no abuso do álcool ou de drogas. Outros se lançam a formas violentas de comportamento, como as gangues de rua e os grupos de protesto difuso - recursos usados pelos excluídos dos templos de consumo, mas ávidos por participar do mercado.

Indiferentes às angústias da juventude, governos e tomadores de decisão limitam o financiamento da educação, deixando claro que o "problema dos jovens" não é mais prepará-los como futura elite política e cultural da nação, mas apenas adestra-los para o consumo.

Neste livro contundente, o sociólogo Zygmunt Bauman reflete sobre o destino dos jovens e o papel da educação e do educador diante do panorama atual, indicando alguns caminhos. Segundo ele, cabe ao educador favorecer a arte de discernir as informações que são recebidas e fornecer aos estudantes as condições de navegar em um mundo cada vez mais multifacetado.

Atualmente, na era da modernidade líquida, já não são as universidades que formam os profissionais bem-sucedidos. Os valores do mundo de consumo exigem que as pessoas esqueçam hoje o que aprenderam ontem e aprendam hoje o que devem esquecer amanhã. 

Sendo assim, qual a tarefa da educação nesse universo que dispensa a aprendizagem e desdenha a acumulação de conhecimentos? Neste livro contundente, o renomado sociólogo Zygmunt Bauman reflete sobre o destino dos jovens e o papel da educação e do educador diante do panorama atual da sociedade, traçando para os educadores um novo caminho: fomentar a resistência e o espírito crítico. E prescreve: pela escola que devemos recomeçar.

ZYGMUNT BAUMAN é o grande pensador da modernidade, a qual qualificou tão bem com o célebre conceito de “liquidez”. Perspicaz analista dos fatos cotidianos, o sociólogo tem vasta obra sobre temas contemporâneos, com destaque para o best-seller Amor líquido, fundamental para a compreensão das relações afetivas no mundo atual. Bauman nasceu na Polônia e mora na Inglaterra desde 1971. Professor emérito das universidades de Varsóvia e Leeds, tem mais de trinta livros publicados no Brasil pela Zahar, com enorme sucesso de público.

RICCARDO MAZZEO é o editor do Centro Studi Erickson, em Trento, Itália, e tradutor para italiano das obras de Bauman.

Qual é o modelo de ciência hoje? E qual seria o referencial teórico capaz de nortear a busca de um novo paradigma para a educação? Da física chegam-nos as tentativas mais completas para se entender as leis do universo e oferecer uma compreensão radicalmente nova de vários aspectos de nossa vida diária. São referenciais que enfatizam o estado de inter-relação e interdependência essencial entre os fenômenos. Pois é esse universo relacional que a autora propõe como parâmetro para a construção dos novos paradigmas educacionais. Ela trabalha com a ideia de uma educação compreendida como sistema aberto, vivo, que troca energia com o meio. Uma nova educação em que tudo está em movimento: o conhecimento em constante construção. Onde o professor é a ponte entre conhecimentos, o contexto e seus produtores-receptores.

Sumário

PREFÁCIO
INTRODUÇÃO

1. EM BUSCA DE UM NOVO PARADIGMA PARA A EDUCAÇÃO
O que é paradigma?
Qual a razão de ser do paradigma tradicional?
Paradigma tradicional: Algumas implicações em nossas vidas

2. A RUPTURA DO PARADIGMA
Novos fatos, novas interpretações
Novos princípios, novo paradigma
Totalidade indivisa
O pensamento sistêmico
Um mundo em holomovimento
O pensamento em processo
O conhecimento em rede
A unidade do conhecimento
Teorias transitórias
Auto-organização recursiva
Integração do qualitativo ao quantificável

3. IMPLICAÇÕES EDUCACIONAIS DO NOVO PARADIGMA
A interconectividade dos problemas educacionais
A reintegração do sujeito
O conhecimento em processo
A percepção das conexões e do significado do contexto
Redes de conhecimentos
Educação: Um sistema aberto
"Verdade" absoluta e teorias transitórias
Educação: Compreensão do ser em sua inteireza
Evolução criativa
Ciência e mística: A busca da unidade
Além da dimensão individual

4. NOVOS CENÁRIOS EM CONSTRUÇÃO
Mudanças no mundo
Mudanças na economia, nas organizações e nos serviços
Novo paradigma nas tecnologias da informação
Mudanças culturais e mudanças no saber
A emergência de uma sociedade global e digital
O maior desafio

5. O PARADIGMA EDUCACIONAL EMERGENTE
As novas pautas
O paradigma construtivista, interacionista, sociocultural e transcendente

6. UMA EDUCAÇÃO PARA A ERA DAS RELAÇÕES
Educação e desenvolvimento humano
Por um enfoque reflexivo na prática pedagógica
Novos instrumentos: Uma nova ecologia cognitiva
Autonomia, cooperação e criticidade
Educar para a cidadania global

BIBLIOGRAFIA

Carlos Roberto Horta
Coordenador do Núcleo de Estudos sobre o Trabalho Humano (Nesth/UFMG)
Colaboraram: Flávia Assis Alves e Júlio Jáder Costa, tecnólogos sociais da Incubadora de Economia Solidária do Nesth

É natural a utilização mais intensa do adjetivo “social” nos períodos de maior ocorrência de políticas públicas de inclusão, que se vêm multiplicando no País, nos últimos anos, sobretudo a partir de 2003. Portanto, nada mais compreensível que os profissionais envolvidos procurem desenvolver reflexões a respeito da construção dessas políticas de inclusão. 

Na universidade, a questão que se coloca é a de como desenvolver uma tecnologia capaz de promover inclusão social e de tornar sustentáveis as organizações autogestionárias que ela deve implementar. Essa questão desdobra-se em outras como, por exemplo, saber se é totalmente com bases na tecnologia convencional que se vai gerar a tecnologia social ou, ainda, como fazer para começar o engajamento real da Instituição em tarefa tão difícil quanto urgente para países como o Brasil. 

Sem dúvida, a tecnologia social começa pela construção de seus próprios instrumentos, suas próprias ferramentas de trabalho, em função do diálogo com a sociedade civil organizada, numa busca conjunta de práticas de intervenção social que possam contribuir para a melhoria das condições de vida da população. 

Maria do Céu Diel

Nesth, uma experiência Neste texto, apresenta-se uma modalidade de construção dessa tecnologia por intermédio do Núcleo de Estudos sobre o Trabalho Humano (Nesth) da UFMG. O órgão vem desenvolvendo, desde a sua fundação, atividades interdisciplinares que visam à construção do conceito de tecnologia social sustentada por metodologia que combina pesquisa/ação, análise de experiências e seminários para o aprofundamento e sistematização de conhecimentos sobre o tema.

Atuante na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) desde 1979, com o nome de Laboratório de Movimentos Sociais Urbanos, este organismo participou de um momento singular da história nacional, marcado pela efervescência das lutas pela redemocratização, mediante um amplo leque de ações que envolvia greves operárias, defesa dos direitos políticos e inserção comunitária. A partir de 1984, já designado Nesth, constituiu-se num acontecimento que resultou na consolidação institucional de uma relação entre universidade e sociedade, por meio de pesquisas e intervenções sociopolíticas. 

Desde o início, o Núcleo serviu de base para um grande número de estudos sobre temáticas relacionadas ao mundo do trabalho – entre as quais, destacam-se a crise do emprego e a desestruturação do mercado de trabalho, decorrentes da globalização neoliberal, que operou mudanças na base técnica da produção, acarretando desemprego em massa. Em sua trajetória, que sempre priorizou a relação educação/trabalho, o Nesth promoveu, nos últimos 20 anos, diversas pesquisas sistemáticas sobre a qualificação profissional no Brasil. 

Em 1996, o Nesth passou a trabalhar com a Rede Unitrabalho, que agrega 92 universidades brasileiras. Nessa Rede, tornou-se responsável pela coordenação regional da pesquisa Tendências da Economia Solidária no Brasil, (1998-2001), realizada sob a coordenação nacional do professor Paul Singer. Desde então, o Núcleo vem realizando estudos sistemáticos sobre a economia solidária em Minas Gerais, inicialmente com trabalhadores de empresas de autogestão no ramo metalúrgico, momento em que foram identificadas ações direcionadas à economia solidária, que ocorriam de forma isolada e sem interlocução em outros departamentos da UFMG. Pela execução do Projeto Cenafoco, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Escola Sindical 7 de Outubro, foi aprofundada a interlocução das ações em economia solidária do Nesth/UFMG com as incubadoras de gestão do Departamento de Engenharia de Produção e do programa Pólos de Cidadania da Faculdade de Direito, além da Agência de Empreendedorismo da Faculdade de Ciências Econômicas, com o apoio da Pró-reitoria de Extensão. Desse modo, foram criadas condições para que o projeto da Incubadora de Socioeconomia Solidária da UFMG fosse incorporado ao Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas (Proninc-2), da Senaes, em 2004. 

Com essa nova configuração, a Incubadora de Socioeconomia Solidária da UFMG passou a contar com o repertório de experiências em processos de qualificação profissional, acumulados ao longo da história do Nesth, que culminaram com a coexecução regional do projeto Construção de um Modelo de Avaliação e Monitoramento do Plano Nacional de Qualificação, coordenado nacionalmente pela Unitrabalho – MTE/2003 e 2004.

De agosto de 2004 a janeiro de 2006, por intermédio dessa Incubadora, o Nesth acompanhou oito grupos de trabalhadores, em regiões periféricas de Belo Horizonte caracterizadas como de alta vulnerabilidade social. Destaca-se, ainda, a execução, em 2004-2005, do Projeto de Reinserção Social dos Egressos do Sistema Penitenciário de Minas Gerais, mediante parceria firmada entre a Secretaria Estadual de Defesa Social e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen/Ministério da Justiça), oportunidade em que foram desenvolvidas ações de inclusão produtiva, pela alocação desse público em organizações acompanhadas pela Incubadora. 

Projetos Para 2006, a atuação da Incubadora Nesth/UFMG prevê ações de disseminação de tecnologia social de incubação de organizações de economia solidária em dois focos:
a) nos vales do Jequitinhonha e de Mucuri, por meio do Projeto Incubadora Nevales/UFVJM/Unitrabalho, considerando as diretrizes do plano de desenvolvimento local sustentável e a parceria com a Agência Mesovales (Proninc); e
b) na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), onde serão executados dois projetos: Inclusão Cidadã no Aglomerado da Serra, em parceria com a Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel/PBH), e Inclusão Produtiva de Jovens, em parceria com a Prefeitura de Contagem e apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e do Ministério do Desenvolvimento Social. Este projeto prevê a construção do Laboratório de Tecnologia Social em Contagem, que será fortalecido por uma rede potencializadora, com o objetivo de alicerçar toda a sua execução. Consiste em organizações, programas e ações de promoção social, educação, saúde, cultura, trabalho, públicos e privados, que representem iniciativas relevantes e que favoreçam o atendimento, o desenvolvimento e a inclusão do público-alvo.

Como se pode perceber, o conceito de tecnologia social, em função dessas experiências, resulta de um trabalho coletivo, que encontra sustentação e legitimidade no diálogo com a sociedade. E, principalmente, no diálogo com as entidades da sociedade civil organizada e na observação de seu modo de ação que nasce a percepção da tecnologia social como um princípio que pode definir práticas de intervenção social que se destaquem pelo êxito na melhoria das condições de vida da população, construindo soluções participativas, estreitamente ligadas às realidades locais em que forem aplicadas.

Publicado na Revista da Universidade Federal de Minas Gerais Ano 5 - nº. 10 - outubro de 2006

Pensar o Ambiente: bases filosóficas para a Educação Ambiental. Organização: Isabel Cristina Moura de Carvalho, Mauro Grün e Rachel Trajber. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, UNESCO, 2006.

Lançada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), no âmbito do Ministério da Educação, e pela UNESCO, em 2004, a Coleção Educação para Todos inclui o livro Pensar o Ambiente: bases filosóficas para a Educação Ambiental que se delineou em torno do objetivo de apresentar alguns pontos importantes no pensamento ocidental moderno e suas relações com os modos de pensar o ambiente. Os articulistas escolheram trabalhar seus artigos com uma linguagem menos técnica, sem deixar de respeitar o discurso filosófico. Isso aparece de duas formas, uma na escrita de textos curtos e a outra, procurando deixar os filósofos falarem por si, “no original”. Na impossibilidade de transcrição de excertos na íntegra, foram utilizadas passagens representativas das teorias estudadas, bem como inseridas citações mais longas e ilustrativas do estilo e do pensamento filosófico. Por conseguinte, o tom desses diversos ‘pensares’ sobre o ambiente são de natureza filosófica e nos levam a refletir sobre a possibilidade de construirmos uma nova ética - a Ética Ambiental. Este pensamento torna-se essencial nestes tempos de enfrentamento da grave crise ambiental e de valores que se desvenda aos nossos olhos contemporâneos. Os filósofos sobre os quais versam os textos são: Aristóteles, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, os Pré-Socráticos, Martin Heidegger, Francis Bacon, René Descartes, Hans-Georg Gadamer, Benedito Espinosa, Jean-Jacques Rousseau,Immanuel Kant, Karl Marx, Sigmund Freud, Donald Winnicott, Lev Vygotsky, Hannah Arendt e Paulo Freire.

Núcleo de Referência em Educação Ambiental

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Faculdade de Educação, 12° andar, Bloco F, Sala 12.005
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