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Neste breve e denso livro o professor José Paulo Netto traça um panorama da construção do método de Marx recuperando o contexto em que viveu e as referências teóricas nas quais Marx se baseou para edificar seu método; além disso, ele delinea os aspectos gerais da formulação teórica de Marx, sem incorrer em uma leitura dogmática ou manualesca. Este livro traz elementos para se compreender o pensamento de Marx, tendo em conta que ele "nunca foi um obediente servidor da ordem burguesa: foi um pensador que colocou, na sua vida e na sua obra, a pesquisa da verdade a serviço dos trabalhadores e da revolução socialista"

JOSÉ PAULO NETTO Professor e vice-diretor da Escola de Serviço Social da UFRJ, Doutor em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) com a tese “Autocracia burguesa e Serviço Social”, de 1990. Algumas publicações: “Ditadura e Serviço Social - Uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64”, “Capitalismo Monopolista e Serviço Social”, “Crise do Socialismo e Ofensiva Neoliberal” e “Democracia e transição socialista”.

THOUREAU, Henry David. Walden ou A vida nos bosques. Tradução de Astrid Cabral. São Paulo: Global, 1984.

Mais que um relato autobiográfico ou simples descrição do ambiente, este livro, editado pela primeira vez em 1854, é um ensaio sobre o ser humano e a natureza. É hoje considerado, juntamente com os “Ensaios” de Emerson, a obra literária mais significativa do Transcendentalismo, movimento religioso que floresceu na Nova Inglaterra em consequência do impacto do idealismo pós-kantiano nos Estados Unidos.

Coerente com sua condição de autor romântico, Thoureau apresenta a natureza como alvo de uma experiência pessoal e direta, alicerçada na emoção. Para ele, o ser humano não está acima da natureza, mas é parte integrante dela. A cosmovisão de Thoreau não propõe uma hierarquia com o homem no ápice feito dono ou rei do mundo. Afirma que “a natureza do homem não difere muito daquela nos animais” – percepção corroborada, mais tarde, por experiências científicas, inclusive as realizadas pelo psicólogo norte-americano Skinner, autor, diga-se de passagem, de uma utopia educacional intitulada “Walden Two”. É provável que a rejeição dos transcendentalistas no que se refere à onipotente autoridade da Bíblia esteja também no cerne dessa atitude para com a natureza. De acordo com Arnold Toynbee, as raízes da dominação sobre a natureza e consequente poluição ambiental devem ser pesquisadas nas religiões que, como a hebraica, dissociam a ideia de Deus da ideia de Natureza, reservado ao homem um papel independente como ser superior destinado a governar o mundo.

Não foi aquela a única intuição profética de Thoureau. Ele também alude a fenômenos que se tornou realidade no século XX: a aviação, a conquista do espaço, o conhecimento da percepção extra-sensorial. Registre-se, ainda, a sua concepção da natureza como um ecossistema, pois aponta a cadeia que vincula a sobrevivência dos seres e a identificação das criaturas com seus ambientes. Assim, tem-se além do amor franciscano, a reverência panteística que o torna um ecologista de vanguarda muito tempo antes que as populações urbanizadas e vítimas do progresso industrial se conscientizassem da poluição e se voltassem para a preservação e a defesa do patrimônio natural.

LAYRARGUES, Philippe Pomier - This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
LIMA, Gustavo Ferreira da Costa - This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. 

Resumo: O presente artigo apresenta as macro-tendências que definem a atual diferenciação do campo da Educação Ambiental no Brasil e procura interpretá-las através de um diálogo com a literatura da área e com o apoio dos referenciais da Ecologia Política e da noção de Campo Social formulada por Pierre Bourdieu. A reflexão identifica três macro-tendências convivendo e disputando a hegemonia simbólica e objetiva do campo da Educação Ambiental no Brasil: conservacionista, pragmática e crítica, que funcionam como tipos ideais weberianos com fins didáticos, analíticos e políticos, embora não tenham a pretensão de esboçar uma representação objetivista da realidade considerada.

Palavras-chave: educação ambiental, correntes político-pedagógicas, campo social 

 

Qual o papel da educação num mundo em que não há mais visão clara de futuro? Que função devem desempenhar os educadores quando os jovens se defrontam com profundas incertezas quanto à sua sorte e às expectativas de uma vida estável?

Diante das desconcertantes características da vida líquido-moderna, muitos jovens tendem a se isolar no mundo on-line de relacionamentos virtuais, na depressão no abuso do álcool ou de drogas. Outros se lançam a formas violentas de comportamento, como as gangues de rua e os grupos de protesto difuso - recursos usados pelos excluídos dos templos de consumo, mas ávidos por participar do mercado.

Indiferentes às angústias da juventude, governos e tomadores de decisão limitam o financiamento da educação, deixando claro que o "problema dos jovens" não é mais prepará-los como futura elite política e cultural da nação, mas apenas adestra-los para o consumo.

Neste livro contundente, o sociólogo Zygmunt Bauman reflete sobre o destino dos jovens e o papel da educação e do educador diante do panorama atual, indicando alguns caminhos. Segundo ele, cabe ao educador favorecer a arte de discernir as informações que são recebidas e fornecer aos estudantes as condições de navegar em um mundo cada vez mais multifacetado.

Atualmente, na era da modernidade líquida, já não são as universidades que formam os profissionais bem-sucedidos. Os valores do mundo de consumo exigem que as pessoas esqueçam hoje o que aprenderam ontem e aprendam hoje o que devem esquecer amanhã. 

Sendo assim, qual a tarefa da educação nesse universo que dispensa a aprendizagem e desdenha a acumulação de conhecimentos? Neste livro contundente, o renomado sociólogo Zygmunt Bauman reflete sobre o destino dos jovens e o papel da educação e do educador diante do panorama atual da sociedade, traçando para os educadores um novo caminho: fomentar a resistência e o espírito crítico. E prescreve: pela escola que devemos recomeçar.

ZYGMUNT BAUMAN é o grande pensador da modernidade, a qual qualificou tão bem com o célebre conceito de “liquidez”. Perspicaz analista dos fatos cotidianos, o sociólogo tem vasta obra sobre temas contemporâneos, com destaque para o best-seller Amor líquido, fundamental para a compreensão das relações afetivas no mundo atual. Bauman nasceu na Polônia e mora na Inglaterra desde 1971. Professor emérito das universidades de Varsóvia e Leeds, tem mais de trinta livros publicados no Brasil pela Zahar, com enorme sucesso de público.

RICCARDO MAZZEO é o editor do Centro Studi Erickson, em Trento, Itália, e tradutor para italiano das obras de Bauman.

Qual é o modelo de ciência hoje? E qual seria o referencial teórico capaz de nortear a busca de um novo paradigma para a educação? Da física chegam-nos as tentativas mais completas para se entender as leis do universo e oferecer uma compreensão radicalmente nova de vários aspectos de nossa vida diária. São referenciais que enfatizam o estado de inter-relação e interdependência essencial entre os fenômenos. Pois é esse universo relacional que a autora propõe como parâmetro para a construção dos novos paradigmas educacionais. Ela trabalha com a ideia de uma educação compreendida como sistema aberto, vivo, que troca energia com o meio. Uma nova educação em que tudo está em movimento: o conhecimento em constante construção. Onde o professor é a ponte entre conhecimentos, o contexto e seus produtores-receptores.

Sumário

PREFÁCIO
INTRODUÇÃO

1. EM BUSCA DE UM NOVO PARADIGMA PARA A EDUCAÇÃO
O que é paradigma?
Qual a razão de ser do paradigma tradicional?
Paradigma tradicional: Algumas implicações em nossas vidas

2. A RUPTURA DO PARADIGMA
Novos fatos, novas interpretações
Novos princípios, novo paradigma
Totalidade indivisa
O pensamento sistêmico
Um mundo em holomovimento
O pensamento em processo
O conhecimento em rede
A unidade do conhecimento
Teorias transitórias
Auto-organização recursiva
Integração do qualitativo ao quantificável

3. IMPLICAÇÕES EDUCACIONAIS DO NOVO PARADIGMA
A interconectividade dos problemas educacionais
A reintegração do sujeito
O conhecimento em processo
A percepção das conexões e do significado do contexto
Redes de conhecimentos
Educação: Um sistema aberto
"Verdade" absoluta e teorias transitórias
Educação: Compreensão do ser em sua inteireza
Evolução criativa
Ciência e mística: A busca da unidade
Além da dimensão individual

4. NOVOS CENÁRIOS EM CONSTRUÇÃO
Mudanças no mundo
Mudanças na economia, nas organizações e nos serviços
Novo paradigma nas tecnologias da informação
Mudanças culturais e mudanças no saber
A emergência de uma sociedade global e digital
O maior desafio

5. O PARADIGMA EDUCACIONAL EMERGENTE
As novas pautas
O paradigma construtivista, interacionista, sociocultural e transcendente

6. UMA EDUCAÇÃO PARA A ERA DAS RELAÇÕES
Educação e desenvolvimento humano
Por um enfoque reflexivo na prática pedagógica
Novos instrumentos: Uma nova ecologia cognitiva
Autonomia, cooperação e criticidade
Educar para a cidadania global

BIBLIOGRAFIA

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